A esperança dança?
O fim do mar que é início do céu.
A rocha que é forma.
A lavanda que é perfume.
O bolo que é recordação.
O local que é aconchego.
O sol que é sal.
O aroma que é pele.
Corro do escuro. Fujo do abismo.
Concentro a atenção no que é valioso.
Tento lembrar-me de como é bom dançar.
Agarrar a mão. Sentir a proximidade. E sorrir.
Esqueço as notícias, os relatos de horror e ódio.
A indiferença que paira por aí.
E danço, de flor no cabelo e sal na pele.
Afugento o medo.
E chamo a esperança para dançar.