Prenda de Natal
Dou-te pouco.
Quase nada.
Sem que tu o peças.
Sem que tu o meças.
Dou-te o tempo que guardo.
Para os instantes que detêm a pressa.
Para os segundos que marcam a vida.
Para os momentos que serão para sempre nossos.
Quando a noite te pesar,
tirarei as estrelas do bolso.
Sentar-nos-emos lado a lado,
espantados com o milagre de existir.
Ficarei ali, em silêncio.
Porque as palavras podem ferir.
E, quando o mundo te doer,
dar-te-ei tudo o que sou e tenho.
Na imensidão de um sonho,
que cabe no peito de quem ama,
desenhamos no céu os desejos
e rezamos para que o amanhã se torne real.